Ter

17

de

Agosto

O que fazer quando o homem brocha?

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O que fazer quando o homem brocha?

Todo mundo brocha de vez em quando, até mesmo as mulheres. Esse é um pesadelo que tem tirado o sono de muitos homens, e que costuma assustá-los desde a sua primeira relação sexual até a chegada da andropausa. Normalmente é na idade do lobo que aumentam as incertezas, as dúvidas e o medo de falhar, pois é quando começa-se a perceber que já não tem a mesma rigidez de ereção que tinha na adolescência. É depois dos 40 anos que o homem descobre que não é mais viril como antes. A certeza chega acompanhada dos primeiros sinais de queda de sua potência sexual. Mas o que me surpreende é que o verbo brochar está sendo conjugado na primeira pessoa do singular por jovens e adultos aparentemente saudáveis, sexualmente ativos, que em tese não teriam razões para se preocupar com isso. E quanto mais se preocupam, maior a ansiedade, a insegurança e a possibilidade de falhar. Mas assim como a paixão, o indivíduo nunca sabe quando e com quem vai acontecer. Por ironia do destino, normalmente o indivíduo falha com a mulher menos provável, com aquela que ele menos espera, já que sente desejo e por isso vai para a cama com ela. Não são poucos os casos em que a primeira brochada acontece exatamente com uma mulher bonita, bastante atraente e cobiçada por todos. Ou seja, com aquele tipo de fêmea que qualquer mortal do sexo masculino cometeria loucuras para tê-la nua em seus braços. Mas quando a oportunidade aparece e o sujeito tem a sua aprovação para cortejá-la, cria tanta expectativa que ao chegar na porta do quarto a ansiedade já tomou conta do seu corpo e o medo de falhar invadiu sem piedade a sua alma. Quando o tão esperado encontro acontece, ele não acredita. E como não acredita, diante do seu sonho de consumo em forma de mulher, parece que nada funciona. Na hora H perde a ereção e com ela a confiança e auto-estima. E o que parecia impossível agora é motivo de aflição. Começa a suar frio e a entrar em desespero. A partir desse estágio é que nada dá certo mesmo! É exatamente nesse ponto onde começa o X da questão. Claro que existem situações em que a impotência é ocasional e as causas podem ser biológicas (estresse, fadiga, depressão, consumo excessivo de álcool ou de drogas) e em muitos casos provocada por efeitos colaterais de alguns medicamentos (antidepressivos, remédios para controlar a pressão arterial, o nível do colesterol, do diabetes, etc). Mas estas questões são para a medicina cuidar. O que não significa que devamos ficar indiferentes ou descartá-las, mas acredito que na maioria dos casos a causa é psicológica. Como alguém vai conseguir realizar o que tanta deseja se ele próprio duvida de sua competência e sensibilidade? A gente só concretiza o que acredita ser possível. As mulheres de um modo geral acham que brochar de vez em quando é normal, mas é impossível não ficar se perguntando: Por que comigo? Será que não dei prazer? De quem é a culpa? O que fazer quando o homem falha? Para a jornalista e escritora Claudia Matarazzo, autora do livro "Amante Elegante – Um Guia de Etiqueta a Dois" (editora Melhoramentos), simplesmente não supervalorizar o fato. O homem pode dar um tempo. Ele não precisa tentar explicar e ela não tem que virar analista de uma hora para outra. Delicadeza e discrição ajudam muito, diz ela. Uma amiga que passou por uma experiência dessa recentemente me procurou para relatar o seu drama. “Conheci há pouco tempo, um rapaz que quando estava comigo não sabia o que fazer para me agradar. No íntimo eu já imaginava o que ele queria, mas não dei muita importância porque na época eu tinha namorado e ele recém-casado. Mas meses depois eu o encontrei por acaso e acabei aceitando seu convite para jantar. Como estava sozinha e me sentia atraída por ele, não demorou muito para que eu me envolvesse. Era sem dúvida um homem interessante. Uma semana depois fomos parar em um motel. Tudo ia bem até chegar na cama, mas na hora H, ele brochou. Tentou de tudo para reanimar, mas não teve jeito. Usou de todos os meios, mais nada adiantou. Ele ficou mal, e eu me perguntando: por que logo comigo? Daí marcamos de novo e aconteceu a mesma coisa. Será que é psicológico? Problema físico? Sei lá, ele me parecia tão saudável. Agora estamos com medo de tentar de novo”, disse-me ela. Não sei se é o caso do rapaz, mas como era recém-casado, o problema dele pode ter sido drama de consciência. O homem não deve, mas se decide sair com alguém, esqueça que tem mulher. Transar com sentimento de culpa é brochada na certa. Ao pensar na esposa, esquece da outra e do que estava se propondo a fazer. Lembre-se que a primeira impressão é a que fica, e para a moça pode ser também a última a seu respeito. Se brochar é humano, a resposta mais interessante para essa questão veio de um internauta do site www.pequenosdelitos.wordpress.com: “Você já viu bicho brochar? Já ouviu falar em cavalo com disfunção erétil ou cachorro meia-bomba? Bicho não brocha. E se o que nos diferencia deles é o fato de sermos racionais, é razoável supor que o ser humano brocha com razão, por causa da razão. Em outras palavras: penso, logo brocho”. Um outro complementou dizendo: “O melhor mesmo é simplificar as coisas e entender com a ajuda da razão que, quando não pudermos usar ambas as cabeças simultaneamente, devemos usar pelo menos – com razão ou com tesão – a cabeça que no momento estiver melhor irrigada”. Não deixa de ser uma saída. Mas cada um deve encontrar a sua própria maneira de lidar com seus fantasmas e medos.


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